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terça-feira, 2 de maio de 2017

Textualizando - Reflexão para o Dia Das Mães: Sou “mãe coruja?”

Quero iniciar dizendo que todo ser que se torna mãe, previamente já é preparado  de sabedoria e capacidade para cuidar de sua prole.

Certamente, muitas criaturas são “instintivamente sábias” e demonstram grande capacidade de cuidar dos filhotes.
                                                                                                              Provérbios 30:24 a 28

“Mãe coruja” vem da qualidade da mãe, que como a mamãe coruja, quer a proteção de seus filhos. Concordo muito com tal explicação. Quem é que não quer cuidar e garantir a proteção de quem ama?
A maioria das aves cuidam tão bem de seus filhinhos, que muitas vezes dão aulas de maternidade à muitas mães em tristes casos que vemos de abandono, violência e outras situações  que não vou entrar agora em questão.
Pesquisando um pouquinho sobre algumas mães aves, encontrei tantas atitudes de proteção e cuidado para com seus filhotes que me deixaram admirada. Por exemplo: “em áreas do deserto, algumas aves, para saciar a sede dos filhotinhos, voam até uma poça de água, encharcam as penas do peito e voltam ao ninho, onde os filhotes sugam as penas molhadas.” Este é um dos métodos incríveis em meio a tantos que encontrei. Sem falar no habitual que já sabemos e vemos por parte destas mãezonas, como por exemplo, cobrir seus ninhos debaixo de suas asas, levar o alimento até seus biquinhos...

Ao se falar em “mãe coruja” me vem à mente também a conhecida fábula “A coruja e a águia.” Observe:

Fábula_ A CORUJA E A ÁGUIA

Conta-se que a Dona Coruja encontrou a Dona Águia, e disse-lhe:
- Olá, Dona Águia, se vires uns passarinhos muito lindos em um ninho, com uns biquinhos muito bem feitos, olha lá, não os coma,  que são os meus filhos!
A águia prometeu-lhe que não os comeria e saiu voando; logo encontrou numa árvore um ninho, e comeu todos filhotes.
Quando a coruja chegou e viu que lhe tinham comido os filhos, foi ter com a águia, muito aflita:
- Ô, Dona Águia, tu foste-me falsa, porque prometeste que não me comias meus filhinhos, e mataste-os todos!
Ao que respondeu-lhe a águia:
- Eu encontrei uns pássaros pequenos num ninho, todos feios, depenados, sem bico, e com os olhos tapados, e comi-os; e como tu me disseste que os teus filhos eram muito lindos e tinham os biquinhos bem feitos, entendi que os teus não eram esses.
- Pois eram esses mesmos, lamentou-se a coruja.
- Pois, então, queixa-te de ti mesma, que é que me enganaste com a tua cegueira.

Fábula portuguesa, à qual se atribui o surgimento da expressão mãe coruja, pois aos olhos das mães os filhos são sempre perfeitos e lindos.





Analisando pela moral desta narrativa, o sentido verdadeiro de ser “mãe coruja” está bem definido aqui, mas é entendido ou interpretado de forma errônea ainda por algumas mães.
Ser “mãe coruja” não é defender os filhos da correção de seus erros, nem protegê-los
de algumas regras que precisam cumprir, ou muito menos achar que todo mundo está contra ele , o qual não erra, não precisando portanto de correções.
Ser “mãe coruja” é exercer a função de exortar (aconselhar para o bem, encorajar, convencer das falhas, animar, disciplinar para a vida).
Você é “ mãe coruja” quando participa da vida de seus filhos sorrindo ou chorando com ele, torcendo por suas conquistas, permitindo-lhes perceber seus erros, dando-lhes oportunidades de refletir, consertar e acertar.
Aos olhos das mamães, seus “filhotes” são e sempre serão perfeitos e lindos fisicamente. Isto é fato e assim deve ser.
Somos também todos belos aos olhos de Deus , porque Ele nos criou à sua imagem e semelhança, entretanto é necessário que tenhamos um interior muito mais agradável e bonito com nossas atitudes. E como sabemos que temos um Pai perfeito, somos sempre corrigidos no momento certo e da maneira também correta.
Seus filhos mamães, precisam de cuidado, de proteção, de elogios, de apoio, enfim... de amor, mas isto só terá resultado positivo e sentido, se for acompanhado por disciplina e correção.
Que você mamãe, possa refletir sobre esse acompanhamento de seus filhos. Não deixe de corrigi-los agora, porque lá na frente poderá ser muito difícil, mesmo que tenha que virar uma “mãe leoa”. Pense nisso!


Para concluir:   “Disciplina teus filhos enquanto eles têm idade para aprender...”
                                                                          Provérbios 19:18a

Um Feliz Dia Das Mães a todas as “mamães corujas!”

Com carinho, professora Adriana Costa.

sábado, 1 de abril de 2017

Dica para o Ensino Fundamental II - Dia do Índio/ A chegada dos portugueses ao Brasil.


Iracema- a índia de lábios cor de mel.

Em 2013, trabalhei um projeto com alunos da 8ª série (que hoje seria 7º ano) sobre Cultura Afro-Indígena.

Pensando sobre o Projeto cultura afro- indígena, lembrei-me da obra Iracema, de José de Alencar para trabalhar com a 8ª série A.

Fizemos grupos onde os alunos puderam ouvir a resenha e conhecerem um pouco deste romance indianista, expondo para os demais grupos um pouco sobre os personagens.

O objetivo foi passar aos alunos mais sentimentos em relação ao indígena, valorizando-o como marco da nossa nação. Iracema foi encontrada em terras brasileiras, juntamente com seu povo, simbolizando a beleza das terras brasileiras. Os alunos puderam perceber que Moacir (filho dos protagonistas), representa a raça brasileira, união essa que rompeu barreiras entre o branco e o indígena. Martim significa a cultura (do homem branco) e Iracema o amor pela terra (nossa terra).

Como resultado do trabalho, os alunos produziram poesias sobre a obra, criando também pinturas de Iracema e fazendo releituras de algumas pinturas indígenas.
                                                                                                   
                                            Profª Adriana Costa
  Iracema
         A obra Iracema de José de Alencar narra o trágico romance entre Iracema, a virgem dos lábios de mel, e Martim, o primeiro colonizador português do Ceará. Após um acidente Martim é recebido pela tribo dos Tabajaras, onde vivia a jovem Iracema.
          Na trama Iracema e Martim se apaixonam e fogem para viverem o amor proibido, juntos levam o guerreiro Pitiguara Poti, amigo que Martim considerava como irmão.
     Ao perceberem a fuga, os Tabajaras perseguem os amantes travando um combate sangrento ao encontrá-los. Desesperados, os três vão para uma praia deserta, na qual Martim e Iracema constroem uma cabana. Mas, passando-se alguns tempos, Martim resolve ir guerrear junto com os Pitiguaras e com seu amigo Poti, deixando Iracema grávida na cabana. Antes de Martim voltar para a tribo, Iracema dar à luz a um menino. Após o parto ela fica gravemente debilitada e acaba morrendo. Martim chega logo depois, e ao ouvir o canto triste da Jandaia (ave que sempre acompanhava Iracema), presencia a tragédia.
          Ele retorna para sua terra natal levando o filho consigo. Porém, quatro anos depois, voltam para o Ceará, onde implantam a fé cristã.

                             Fonte: marcondestorres.blogspot.com.br


Sugestão de música:


Infelizmente não tenho mais as lindas pinturas sobre a obra que os alunos fizeram e as releituras, mas gostaria de compartilhar com vocês, algumas das produções de textos criadas por alguns dos alunos da classe.                  

A vida de Iracema

Iracema, de José de Alencar,
um romance que sempre vai ficar.
Iracema, índia de pele dourada,
com sua alma “açucarada”.

Iracema, viveu um romance bonito,
Porém,  foi escondido.
Iracema chegou até ter filho,
mas não foi ao lado do seu marido.

Iracema, uma mulher dividida:
amava Martim  e sua família.
Desse amor criou-se uma guerra,
que durou algum tempo nessa terra.

Com Martim na guerra,
Iracema ficou à sua espera.
Teve uma gravidez complicada,
contudo esperada!
Veio à vida o indiozinho Moacir,
um fruto de amor, sofrimento e dor.

Ketelyn,  Thawane, Beatriz e Aline- 8ª A

  
Palavras de Martim

         “ Quando levei uma flechada,
            daquela índia...
            de cabelo preto,
            pele dourada,
            que seria minha amada..
            Senti-me enriquecido,
            pois com ela entendi o sentido:
            a diferença entre viver e estar vivo.
            Apenas por tê-la amado,
            ainda que eu tenha chorado”.

                                  Geovana, Larissa, Izabelly e Talita-8ª A

Iracema!

 Linda era Iracema!
 Índia da pele morena.
 Com seus lábios de mel,
 tinha olhos lindos como o céu.
 Um dia ela se apaixonou
 por um português que aqui chegou.
 O seu nome era Martim,
 entre os dois nasceu um amor sem fim.

 Por causa desse amor proibido,
 houve uma guerra ali na tribo.

 Mas os dois não se importaram,
 fugiram e se amaram.
 E desse amor assim,
 nasceu o menino Moacir.

 Assim que à luz ela deu,
 uma estrela lá no céu acendeu .
 Foi Iracema que morreu!


Lorraine, Luana e   Kemilly - 8ª A




quarta-feira, 8 de março de 2017

Dia Internacional da Mulher - Texto de Carlos Drummond de Andrade

As mulheres são fantásticas

A mãe e o pai estavam assistindo televisão quando a mãe disse:
– Estou cansada e já é tarde, vou me deitar !!!
Foi à cozinha fazer os sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas vasilhas das pipocas, tirou a carne do freezer para o jantar do dia seguinte, confirmou se as caixas de cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte.
Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro, pregou um botão que estava caindo. Guardou umas peças de jogos que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se e foi para o quarto. Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para a professora do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado, colocou ambos perto da carteira.
Nessa altura, o pai disse lá da sala:
– Pensei que você tinha ido se deitar.
– Estou a caminho – respondeu ela. Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Passou pelo quarto de cada filho, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e acertou uma unha quebrada. A essa altura o pai desligou a televisão e disse:
-Vou me deitar.
Para refletir:
Aqui relata a rotina da mulher que se dedica à família realizando várias funções dentro do lar. Esta mulher precisa ser valorizada, e reconhecida sua lida diária pelo marido e filhos. Pode ser esta mulher mãe, esposa, irmã...

Parabéns pelo seu dia, mulher!

sábado, 4 de março de 2017

Textualizando

Aqui estudaremos tudo relativo ao que é texto, tipos textuais, gêneros textuais, interpretação, produção de texto, Figuras de Linguagens nos textos e muito mais.

Darei ênfase à Literatura Brasileira.

Breve começaremos por:

Texto Literário e Texto não Literário